Solidariedade aos companheiros do IF Catarinense - campus Abelardo Luz

O golpe em curso no Brasil tem mostrado uma de suas garras na devastadora retirada de direitos contra a classe trabalhadora, mas desde o primeiro momento tem estado claro que o grande capital se utiliza não só do Congresso Nacional, como de várias outras instituições, para acelerar o ritmo da precarização da vida dos trabalhadores e para perseguir os lutadores.
No dia de hoje, num ataque frontal ao MST em Santa Catarina, a educação e ao serviço público, a Polícia Federal fez cumprir medida cautelar, a pedido do Ministério Público Federal, no campus de Abelardo Luz do Instituto Federal Catarinense.

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Entender o momento para reorganizar a luta de classes

Sobre a aprovação da contrarreforma trabalhista e a condenação de Lula

A aprovação da contrarreforma trabalhista no dia 11 de julho e a publicação da condenação de Lula no dia 12 de julho deste ano de 2017 tem uma simbologia que não pode ser desconsiderada. Quem não entender que os dois ataques partiram do mesmo centro de poder está se esforçando para não ver o óbvio. 

Tanto a destruição dos direitos trabalhistas quanto a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazem parte do projeto do golpe de Estado que está em curso no Brasil e que foi sacramentado pelo impeachment ilegal da presidente Dilma Roussef no ano passado.

O Polo Comunista Luiz Carlos Prestes, o Movimento Avançando Sindical e a Juventude Comunista Avançando nunca participaram um dia sequer dos governos encabeçados pelo PT, e já não reivindicamos a construção da CUT desde a década de 1990. No entanto, isso não nos impediu de estarmos denunciando o movimento golpista desde 2015, e de termos participado concretamente de todas as lutas contra a política de regressão dos direitos e contra o golpe. Mantivemos nossa autonomia ao não pactuar com o projeto de conciliação de classes e nos colocando como oposição de esquerda aos governos de Lula e de Dilma. Também nunca admitimos qualquer proximidade ou aceitação passiva do movimento golpista que vem aniquilando direitos seculares e que agora condena Lula para buscar impedir que possa concorrer à próxima eleição.

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24 de maio: uma sacudida na Capital Federal

 
Brasília, a capital brasileira desde 1960, nunca tinha sido palco de uma manifestação tão grande quanto a que ocorreu no dia 24 de maio. Estima-se que cerca de 200 mil pessoas marcharam em direção ao Congresso Nacio-nal, o Palácio do Governo e o Supremo Tribunal Federal, com três consignas claras e unânimes: contra a destrui-ção da previdência social, contra o aniquilamento das leis trabalhistas, Fora Temer e fim do golpe. Foi também a manifestação mais forte de todos os tempos em termos de disposição para a resistência e para a luta. Não por acaso, o golpista Michel Temer acabou assinando um decreto autorizando “o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal”. Segundo o ministro da defesa, a convocação do exército foi uma solicitação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.
 

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Derrotar Temer e o golpe, em defesa dos direitos!

Para além das Diretas Já, construir o  bloco popular

Antes de tudo, é preciso dizer que os acontecimentos dos últimos dias no Brasil são resultado da capacidade de luta da classe trabalhadora e do povo oprimido em geral. A força das mobilizações populares que vêm crescendo desde o segundo semestre do ano passado, dos dias de luta, das ocupações estudantis, da luta geral contra os projetos de regressão de direitos, atingiu níveis extraordinários nos primeiros meses deste ano de 2017.

Tivemos o maior 8 de março da história do Brasil e em 15 de março pelo menos um milhão de brasileiros e brasileiras foram às ruas protestar contra a destruição da previdência pública, das leis trabalhistas e contra a terceirização. Ali estava começando a virada. O governo golpista de Michel Temer passou a ter dificuldade para aprovar a pauta requerida pelo movimento golpista. A Greve Geral do dia 28 de abril, a maior pelo menos das últimas três décadas (talvez a maior da história), com apoio da maioria da população, estabeleceu uma linha de corte. Temer não tinha mais força para cumprir o papel a que se propusera em novembro de 2015: acabar com os direitos conquistados historicamente pela classe trabalhadora e entregar todas as riquezas do país para os monopólios imperialistas.

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Derrotar a regressão social e o governo golpista! Avançar na organização da soberania popular

A força da Greve Geral do dia 28 de abril deste ano de 2017 confirma a tendência já percebida nas manifestações dos dias 8 e 15 de março: é crescente a capacidade de luta da classe trabalhadora e dos setores oprimidos no Brasil. A elevação do nível de consciência sobre a gravidade da proposta de contrarreforma da previdência, do projeto de contrarreforma trabalhista e dos projetos de terceirização estabelece a possibilidade concreta de lutas mais fortes, mais amplas e, ao mesmo tempo, mais radicalizadas. É preciso que as direções das organizações populares percebam isso e definam táticas de lutas que possam ampliar a participação popular e permitir que a luta se desenvolva em toda sua profundidade.

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Watching: Convocatória II SENUP
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