Carta a Petry

A Carta a Petry, escrita em 1988, é um documento teórico histórico do movimento dos “comunistas alinhados com as posições revolucionárias de Luiz Carlos Prestes”, delineando vários dos principais momentos do surgimento de um partido proletário revolucionário e do desenvolvimento da revolução proletária em nosso país. Segundo Prestes o documento contém uma concepção de revolução que considera “muito justa”. 

O Polo Comunista Luiz Carlos Prestes considera que é interessantíssimo que esse documento venha à luz do dia outra vez neste momento histórico, para tentar desembaraçar várias questões teóricas que confundem e desorganizam a esquerda contemporânea. Isto porque a miséria na teoria costuma levar à miséria na prática, como muito claro deixa o último ciclo político das forças populares. Coloca também várias das tarefas históricas que a esquerda, em geral, e os comunistas, em especial, necessitam enfrentar até os dias de hoje.

 

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PRESTES: COM A REVOLUÇÃO, RUMO AO SOCIALISMO!

 

Neste 3 de janeiro de 2019, 121º Aniversário de LUIZ CARLOS PRESTES (03/01/1898 – 07/03/1990), quero evocar sua concepção sintetizadora fundamental sublinhada por Florestan Fernandes: “a revolução socialista formulada como ‘única via’ da liberdade, da igualdade e da democracia da maioria, é posta no eixo da autoemancipação das classes trabalhadoras e das massas populares” (FERNANDES, F. - O Herói Sem Mito, março 1990). 

A luta pelo socialismo era concebida por Prestes como o único caminho para a superação da “pré-história da sociedade humana”. Necessitamos mais do que nunca superar a sociedade capitalista: não só para libertar o trabalho da exploração e miséria gerada por seu aprisionamento no círculo vicioso do domínio do capital; não só para liberar nossas capacidades e instaurar um controle socialista democraticamente planejado da produção e reprodução da sociedade, igualitário e não antagônica. Necessitamos mais do que nunca superar a sociedade capitalista e avançar na transição ao socialismo para nos colocar a salvo do advento da barbárie, e talvez autodestruição, que seria provocado pela continuidade do domínio do capital em crise estrutural. A questões que Prestes coloca são preciosas porque tratam: não só da possibilidade, objetiva e desejável, do socialismo; não só da sua necessidade prática e racional; mas de como lutar de modo consequente para chegar ao socialismo a partir da nossa situação histórica concreta. 

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SUPREMA VIOLAÇÃO

O Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Sr. José Antônio Dias Toffolli, em solenidade realizada em 4 de outubro de 2018, para comemorar o 30º ano da Constituição Federal, bradou à revelia de suas competências legais: “comunismo nunca mais”. Em seguida, tentou teorizar: “o antídoto” é o “nosso pacto fundante, a aniversariante de 1988”. Como se não bastasse, fazendo uma vulgar confusão entre a instituição e seus indivíduos componentes, completou na primeira pessoa do plural, com ênfase corporativa e acento grupal: “nós, o Supremo, somos e seremos os garantes desse pacto”.

Como as pessoas minimamente informadas sabem, jamais houve algo próximo a governo de comunistas no Brasil. Pelo contrário. Em 1848, quando certo espectro rondava a Europa, aqui ainda existia o escravismo e nem sequer fora instaurada a República. Passados quase 100 anos, os marxistas, depois de participarem superlativamente na luta contra o chamado Estado Novo e de contribuírem para introduzir os mais avançados dispositivos democráticos na Assembleia Constituinte de 1945, foram proscritos entre 1947 e 1985. O golpe de 1964, que interrompeu violentamente o mandato nacional-democrático de João Goulart, implantando o regime político mais repressivo e antipopular da história pátria, usou e abusou do anticomunismo, mas como pretexto para praticar o terrorismo de Estado.

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PCLCP-RS |CONTRA O FASCISMO SEM MEDO! AGIR RAPIDAMENTE E COM RACIONALIDADE!

Convidamos amigos (as) e companheiros(as) para participar ativamente dos espaços de construção da campanha do segundo turno para eleger Haddad. 

O resultado eleitoral do último domingo demonstrou o grave ascenso da antipolítica fascista, com a adesão de massas de trabalhadores à candidatura não somente de Jair Bolsonaro, mas também daqueles candidatos que de forma oportunista pegaram carona com o candidatura do PSL. 

No Estado do Rio Grande do Sul, vislumbramos a continuidade do projeto de desmonte do estado, representados tanto pelo MDB quanto pelo PSDB, com Sartori e Leite, respectivamente. Nas urnas, o projeto vencedor foi o de impostos altos para os trabalhadores e isenções fiscais e sonegação para os patrões. 

Sem qualquer escrúpulo e neste contexto de ataque aos serviços públicos, à educação, segurança e saúde públicas, MDB e PSDB gaúchos, resolveram entrar na dança perigosa e antidemocrática, declarando apoio ao fascismo. Com esse repugnante posicionamento oportunista, MDB e PSDB demonstram claramente que nenhuma questão democrática é suficiente frente a sua sanha de permanecer no gerenciamento do balcão de negócios do sistema político burguês. 

Como a história nos ensina, não há qualquer possibilidade de sobrevivência dos princípios democráticos nas sociedades em que os partidos permitam e mesmo apoiem a antipolítica fascista. 

Dessa maneira, se no plano nacional temos a possibilidade de derrotar a extrema-direita elegendo Fernando Haddad, do PT, em nível estadual essa possibilidade se fechou já no primeiro turno. Ainda que a candidatura de Miguel Rossetto tenha crescido nos dias que antecederam o pleito, a situação política extremamente conservadora e reacionária que encontramos hoje no Rio Grande do Sul impediu que o PT alcançasse o segundo turno. 

Muito além do petismo ou do antipetismo, em nível nacional  a disputa do campo democrático se faz contra o candidato que defende o golpe de 1964, a submissão ao imperialismo estadunidense, a privatização integral das nossas empresas públicas e riquezas naturais, o completo fim dos direitos trabalhistas, a eliminação das políticas sociais, transformar a segurança pública em guerra civil de extermínio, suprimir o regime democrático, a violação aos direitos fundamentais, o retrocesso político, o obscurantismo cultural e o moralismo conservador. Este é o programa que  recebe a adesão oportunista de Eduardo Leite e Sartori, que agora fazem coro com os fascistas.  

Diante dessa grave circunstância, não há qualquer possibilidade de defesa democrática que possa ser associada às candidaturas que estão no segundo turno das eleições para o governo gaúcho.

Por isso, o Polo Comunista Luiz Carlos Prestes, como demonstração de rejeição à vergonhosa adesão do MDB e do PSDB ao fascismo, indica  voto nulo para o segundo turno no estado do Rio Grande do Sul, ao mesmo tempo que se integra, em nível nacional,  às forças políticas e aos brasileiros que lutam para derrotar o candidato Jair Bolsonaro e eleger Fernando Haddad.

 

Direção Estadual do Rio Grande do Sul
Polo Comunista Luiz Carlos Prestes

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DERROTAR A EXTREMA-DIREITA, ELEGENDO FERNANDO HADDAD

A eleição presidencial chegou ao segundo turno. Os comunistas que, ao longo da história, jamais foram indiferentes ao que acontece nas esferas governamentais e sempre se preocuparam com os problemas imediatos das classes populres, vêm a público para expor sua posição em face do grave momento que assola o País e sobre o caráter da disputa em curso.

O candidato da extrema-direita – useiro e vezeiro dos conhecidos e brutais métodos fascistas de ação – tem um programa bem definido: defende o golpe de 1964, a submissão ao imperialismo estadunidense, a privatização integral das nossas empresas públicas e riquezas naturais, o completo fim dos direitos trabalhistas, a eliminação das políticas sociais, transformar a segurança pública em guerra civil de extermínio, suprimir o regime democrático, a violação aos direitos fundamentais, o retrocesso político, o obscurantismo cultural e o moralismo conservador.

A contradição principal no pleito vai muito além do mero petismo ou antipetismo, esquerda ou direita, comunistas ou capitalistas. O voto decidirá, concretamente, se o Brasil será governado pela facção mais truculenta e reacionária da burguesia, com suas características antidemocráticas, antinacionais e antipopulares, ou pela Coligação “O Brasil Feliz de Novo”, que agora expressa, tenha plena consciência disto ou não, a união ampla do campo democrático e progressista para além de partidos, ideologias, doutrinas, religiões e preferências políticas específicas.

O Polo Comunista Luiz Carlos Prestes – reafirmando suas ideias e convicções socialistas e revolucionárias, isto é, sua fidelidade aos objetivos estratégicos do proletariado e à emancipação humana – se integra às forças políticas e aos brasileiros que lutam para derrotar o candidato Jair Bolsonaro e eleger Fernando Haddad.

 

Brasil, 8 de outubro de 2018
DN Polo Comunista Luiz Carlos Prestes
Comissão Política Nacional do PRC

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Watching: Convocatória II SENUP
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